segunda-feira, 23 de maio de 2016

Nossa Senhora das Dores

Nosssa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.                         

O culto

O culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa de Nossa Senhora das Dores como hoje a conhecemos, celebrada em 15 de setembro, teve início em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria, uma ordem profundamente mariana.

As sete dores de Nossa Senhora

1.       A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
2.       A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
3.       O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
4.       O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
5.       O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
6.       Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
7.       O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Imagem de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores é representada com um semblante de dor e sofrimento, tendo sete espadas ferindo seu imaculado coração. Às vezes, uma só espada transpassa seu coração, simbolizando todas as dores que ela sofreu. Ela é também representada com uma expressão sofrida diante da Cruz, contemplando o filho morto. Foi daí que se originou o hino medieval chamado Stabat Mater Dolorosa (Estava a Mãe Dolorosa). Ela ainda é representada segurando Jesus morto nos braços, depois de seu corpo ser descido da Cruz, dando assim origem à famosa escultura chamada Pietà.

Nossa Senhora das Dores, mãe de todos os homens

Foi aos pés da Cruz, quando Maria viveu a sua dor mais crucial, que ela recebeu do Filho a missão de ser a Mãe de todos homens, Mãe da Igreja (Corpo Místico), Mãe de todos os fiéis. Foi naquele momento de dor que Jesus disse a ela: Mãe, eis aí o teu filho (este filho está simbolizando a todos os fiéis). Foi nesse mesmo momento que Jesus disse a São João, que ali representava a todos nós: Filho, eis aí tua mãe.É por isso que a devoção a Nossa Senhora das Dores se reveste de grande importância para todos os cristãos.

Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores

Nas revelações dadas a Santa Brígida, aprovadas pela Igreja Católica, vemos sete graças maravilhosas que Nossa Senhora prometeu a quem rezar a cada dia sete Ave-Marias em honra de suas Sete dores, fazendo uma pequena meditação sobre essas dores. As promessas são as seguintes:
1ª - Porei a paz em suas famílias.  2ª - Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.  3ª - Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos.  4ª - Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas.  5ª - Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.  6ª - Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.  7ª - Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. 

Promessas de Jesus a Santo Afonso

Santo Afonso Maria de Ligório recebeu revelações em que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças:
1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados.
2ª - Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu.  3ª - Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte.  4ª - Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que delas disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.

Terço de Nossa Senhora das Dores

Rosário das Lágrimas, ou, Terço das Lágrimas, ou Terço de Nossa Senhora das Dores é também um símbolo de Nossa Senhora das Dores. Ele tem 49 contas brancas divididas em sete partes de sete contas cada. Cada uma dessas sete partes representa uma das sete dores de Nossa Senhora. Contempla-se uma Dor de Maria e reza-se um Pai Nosso e sete Ave-Marias.

Oração a Nossa Senhora das Dores

Esta é a oração inicial do terço de Nossa Senhora das Dores.
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça). Amém.
Em seguida, reza-se o Terço das Dores, contemplando cada Dor e rezando 1 Pai Nosso e 7 Ave Marias em cada dor contemplada.

Nossa Senhora do Desterro

Nossa Senhora do Desterro tem origem na Bíblia como nos narra São Mateus em seu Evangelho (Mt 2, 13-23), quando a Sagrada Família teve que fugir com o Menino Jesus para o Egito, por causa da perseguição do Rei Herodes. Nossa Senhora permaneceu cerca de quatro anos fugitiva, desterrada no Egito.

História de Nossa Senhora do Desterro, padroeira dos exilados

A devoção dos refugiados, os que não tem Pátria, os que não tem esperança no futuro. Como os milhões de brasileiros que saem do país em busca de uma vida melhor. Ou os milhões de refugiados da guerra ao redor do mundo. Nossa Senhora do Desterro é a padroeira dos que tiveram que deixar sua Pátria para procurar trabalho em outro lugar ou se refugiaram em outras terras. Na Itália, ela é a Madona degli Emigrati, a Mãe dos imigrantes.
É a Mãe à qual todos rezam para serem bem recebidos em terras estrangeiras, para conseguirem novas amizades e trabalho.

Milagres de Nossa Senhora do Desterro

Maria nos ensina a espiritualidade do desterro, o saber acolher qualquer irmão de qualquer lugar. Como sempre dizia São Bento a seus monges: Chegou o visitante, chegou o migrante, chegou Cristo.
Os que rezam a Nossa Senhora do desterro, por sua promessa, serão protegidos contra a fome, a peste, a guerra e das doenças contagiosas. Os seus inimigos não terão poder de ofendê-los, nem roubá-los. Resistirão às tentações do demônio.
Todos os que tiverem confiança nas misericórdias da Mãe do Desterro, serão felizes em seus negócios e viagens. Não morrerão sem a confissão e ficarão livres de uma morte repentina.

Jesus Cristo foi desterrado

Como vimos, José e Maria tiveram que fugir de sua pátria com seu pequeno filho Jesus e ficaram lá por 4 anos. Jesus passou pela experiência do desterro, junto com sua família. E o  próprio Jesus nos diz no Evangelho de São MateusEu era forasteiro e me acolheste.

Devoção a Nossa Senhora do Desterro

No ano de 1673, o fundador de Florianópolis, cidade que se chamava Desterro, hoje capital de Santa Catarina, Francisco Dias Velho, trouxe uma imagem de Nossa Senhora do Desterro para a ilha e ali construiu uma pequena capela em honra de Maria do Desterro, iniciando sua devoção no Brasil.
Papa Pio X, quando da construção da Catedral de Florianópolis, dedicou Nossa Senhora do Desterro como Padroeira da cidade. Existem no Brasil muitas cidades que mantém a devoção a Nossa Senhora do Desterro, com capelas e igrejas em sua homenagem.

Oração a Nossa Senhora do desterro

Ó Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe do Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alivio das almas que penam, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel, dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhento, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo final, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha amada Mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente Bom.
Rogai a vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê o perdão de nossos pecados, e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.
Cobri-nos com vosso Manto maternal, ó divina estrela dos montes.
Desterrai de nós todos ao males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos.
Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas, e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.
Nossa Senhora do Desterro, rogai por nós que recorremos a Vós.

Nossa Senhora da Defesa

Nossa Senhora começou a ser venerada com esse título primeiramente na Catedral de Ozieri, que fica em Sassari, na Itália. Depois a devoção se espalhou pelo mundo.

Origens

O título Nossa Senhora da Defesa nasceu a partir de um episódio histórico, ocorrido na época das imigrações. Durante um rigoroso inverno, um exército dos Godos, vindos do norte, instalou-se ameaçadoramente na Bacia de Ampezzano, na Itália. Os habitantes da região logo começaram a se reunir para organizar uma defesa. Acontece que eram pobres, não tinham armas nem um exército treinado capaz de vencer inimigo tão poderoso. Por isso, começaram a se reunir para rezar, pedindo ajuda a Nossa Senhora. O povo permaneceu unido, em oração, pedindo e esperando auxílio do céu.

Nossa Senhora defende

Quando o exército Gogo partiu para o ataque, o povo intensificou as orações. De repente, ela, Nossa Senhora, apareceu sobre as nuvens. Ela estava com uma espada de fogo na mão direita e segurando o Menino Jesus no braço esquerdo. Em seguida, ela desceu sobre o local onde aconteceria o massacre. Nesse momento, nuvens espessas causaram enorme escuridão, de tal forma que os godos nada podiam ver. Atordoados e confundidos, começaram a lutar contra eles mesmos até que, por fim, destruíram-se uns aos outros. O povo italiano, emocionado e agradecido, a partir desse momento, passou a chamar a Virgem Maria de Nossa Senhora da Defesa.

Santuário

O mais antigo Santuário dedicado a Nossa Senhora da Defesa foi erguido em 1750. E, bem acima da porta principal, na fachada da igreja, uma pintura representa a história, contada através das gerações, sobre como Nossa Senhora da Defesa defendeu o povo da Bacia de Ampezzano. Entrando no santuário, vê-se no altar mor a estátua de Nossa Senhora da Defesa. Esta vem sendo venerada desde o Século XIV. Neste e em vários outros Santuários dedicados a Nossa Senhora da Defesa armazena-se milhares de relatos de milagres e graças alcançadas através da intercessão de Nossa Senhora da Defesa.

Oração a Nossa senhora da Defesa

“Oh! Nossa Senhora da Defesa, virgem poderosa, recorro a Vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo, pois Vós sois o terror das forças malignas. Eu seguro no Vosso manto santo e me refugio debaixo dele para estar guardado, seguro e protegido de todo mal. Mãe Santíssima, Refúgio dos pecadores, Vós recebestes de Deus o poder para esmagar a cabeça da serpente infernal e com a espada levantada afugentar os demônios que querem acorrentar os filhos de Deus. Curvado sobre o peso dos meus pecados venho pedir a Vossa proteção hoje e em cada dia da minha vida, para que vivendo na luz do vosso filho, Nosso Senhor Jesus Cristo eu possa depois desta caminhada terrena, entrar na pátria celeste. Amém!”

Nossa Senhora das Cabeças

A Serra Morena esta localizada na Andaluzia, Espanha. O pico mais alto desta serra é o pico da Cabeça. La vivia um soldado das Cruzadas, Juan Alonso de Rivas, que era natural de Granada. Ele ficara mutilado perdendo um braço na guerra contra os muçulmanos. Por isso se tornou um pastor de ovelhas. Juan era um devoto de Maria Santíssima e sempre quando estava trabalhando com suas ovelhas, ficava rezando e pedindo a proteção de Nossa Senhora para si e seus familiares.

Visão de Nossa Senhora

No dia 12 de agosto de 1227, quando estava com seu rebanho perto do pico da Cabeça, Juan estava rezando. Então, de repente, ele viu uma grande luz e ouviu um barulho de um sininho tocando perto de onde estava. O sininho estava encaixado em um galho de árvore e não parava de tocar. Quando chegou mais perto, viu dentro de uma gruta que fica no cume do monte, uma imagem de Nossa Senhora.

Pedido de Nossa Senhora

Nesse momento, ele ouviu uma doce voz que vinha do Céu. A voz pediu que não tivesse medo, pois Juan estava apavorado com a visão. Nossa Senhora pediu para que ele fosse até o povoado de Andujar, que fica a 18 km da Serra Morena, e falasse de sua visão. Pediu também que Juan falasse para toda a cidade que Deus pedia a conversão de todos e que fosse construída naquele lugar uma grande igreja.

Primeiro milagre

Juan, com medo que os moradores do povoado não acreditassem nele, pediu a Nossa Senhora que lhe desse um sinal. Foi aí que aconteceu um grande milagre. Por interseção de Maria Santíssima, Juan teve o seu braço refeito, aquele mesmo braço que fora arrancado na guerra.
Ele não se conteve de tanta alegria, correu para o povoado para contar a boa nova do milagre e do pedido de Nossa Senhora. Todos ficaram maravilhados ao verem-no com o braço novamente em seu corpo.

O povo sobe a Serra da cabeça

O vigário de Andajur e todos correram para o pico da Serra da Cabeça para verem a imagem e venerar Nossa Senhora. Ela passou a ser chamada ali de Nossa Senhora da Cabeça. Trouxeram a imagem em procissão para o vilarejo, até que fosse construída a igreja que Nossa Senhora queria. Foi, então, construído um grande templo em honra a Nossa Senhora da Cabeça. Toda a região se converteu e passou a peregrinar sempre para a Serra Morena.

Outros milagres

Vários milagres começaram a acontecer e a nova devoção foi se espalhando por toda a região.
Um homem condenado à morte, jurando inocência, pediu um milagre para Nossa Senhora da Cabeça. Então, na hora de sua execução, chegou um mensageiro do Rei trazendo o perdão do condenado, dizendo que haviam errado em seu julgamento. Imediatamente todos começaram a gritar como sendo mais um milagre de Nossa Senhora da Cabeça. O homem mandou fazer uma cabeça de cera e a depositou aos pés da imagem em agradecimento.

Devoção

Deste fato em diante passaram a representar a imagem da Santa segurando uma cabeça em suas mãos. As pessoas passaram a pedir proteção para quem tem dores de cabeça e para os filhos que não estão bem na escola, para que Nossa Senhora da Cabeça os cure e proteja.

A devoção no Brasil

Nossa Senhora da cabeça é venerada na Catedral do Rio de Janeiro desde o ano de 1910.

Oração a Nossa Senhora da Cabeça

"Aqui estou, prostrado a vossos pés, ó Mãe do Céu e Senhora nossa. Tocai o meu coração a fim de que deteste sempre o pecado, e ame sempre a vida austera e cristã, que exiges de vossos devotos. Tende piedade das minhas misérias espirituais. E, ó Mãe terna, não vos esqueçais também das misérias que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. Dai-me saúde e forças para vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo. Não permitais que minha pobre cabeça seja atormentada por males que me perturbem a tranqüilidade da vida. Pelos merecimentos de vosso Divino Filho, Jesus Cristo, e pelo amor a que ele consagrais, alcançai-me a graça que agora vos peço,(fazer o pedido), ai tendes, ó Mãe poderosa, a minha humilde súplica. Se quiserdes, ela será atendida. Nossa Senhora da Cabeça, rogai por nós. Amém."  

Nossa Senhora dos Aflitos


Esse título de Maria nos remete ao momento da morte de Jesus, quando o Mestre, em sua aflição de morte, entregou sua mãe como Mãe de toda a humanidade. E, na pessoa do Evangelista João, entregou toda a humanidade a ela. (Jo 19, 26)

Origens

A devoção a Nossa Senhora dos Aflitos começou quando Santo Euzébio, estando exilado na Terra Santa, encontrou uma pintura de Nossa Senhora dos Aflitos. Ao voltar do exílio, levou o quadro consigo e o deu de presente a São Máximo, então bispo de Turim, Itália. São Máximo construiu um altar dedicado à Virgem dos Aflitos dentro da Igreja de Santo André. A partir de então, a devoção começou na Itália e muitas graças aconteceram pela invocação de Nossa Senhora dos Aflitos. O quadro ficou exposto ali por mais de quatro Séculos.

Perseguição

No ano 820 a região de Turim foi invadida por bárbaros que destruíam tudo o que fizesse referência à fé cristã. Por isso, os religiosos escondiam todos os símbolos, imagens e artigos religiosos que podiam. Neste movimento, o quadro de Nossa Senhora dos Aflitos também foi escondido em catacumbas da igreja de Turim e ali ficou oculto por mais de um Século. O povo chegou a pensar que ele tinha sido destruído pelos invasores.

O quadro de Nossa Senhora dos Aflitos é redescoberto

Em 1014, Arduino, Marquês italiano, estando muito enfermo, teve uma visão de Nossa Senhora na qual a Virgem lhe pedia para construir uma igreja sobre as ruínas da igreja de Turim. Depois da visão, o Marquês ficou totalmente são. Então, em agradecimento, ele partiu para realizar o pedido de Nossa Senhora. Assim, ao escavar os escombros da igreja, encontraram o quadro de Nossa Senhora dos Aflitos intacto. E a pintura era exatamente como o Marquês Arduino tinha visto em suas visões da Virgem Maria. A igreja foi reconstruída e o quadro voltou para um lugar de destaque onde o povo ia fazer suas orações e agradecimentos pelas inúmeras graças recebidas. Porém, mais um Século se passou e eis que uma nova invasão assombrou Turim. O quadro de Nossa Senhora dos Aflitos foi escondido novamente e permaneceu assim por outros muitos anos.

O segundo grande milagre

Nossa Senhora dos Aflitos apareceu em sonhos a um cego longe da Itália, na França. Seu nome: John Ravais. No sonho, ela pediu que ele fosse a Turim escavar os escombros da igreja, encontrar a imagem e reconstruir a casa de Deus. John Ravais obedeceu, foi para Turim, falou com o bispo, este lhe deu todo apoio e começaram a escavar sob suas orientações. E, como a Virgem dos Aflitos tinha anunciado, encontraram o quadro intacto. Quando John Ravais tocou nele, ficou curado e voltou a enxergar.

Devoção a Nossa Senhora dos Aflitos

A partir deste milagre, o povo de Turim tomou Nossa Senhora dos Aflitos como padroeira. A devoção se espalhou pela região. Por causa dos milagres e graças alcançadas, a devoção se espalhou rapidamente pela Itália, pela Europa e pelo o mundo. O Santuário dedicado a Nossa Senhora dos Aflitos está conservado em Turim, para onde acorrem peregrinos de todas as partes do mundo.

Oração a Nossa Senhora dos Aflitos

“Lembrai-vos, ó doce mãe, Nossa Senhora dos Aflitos, que nos foi dada por Jesus para nosso amparo e proteção! Cheios de confiança na vossa bondade nós imploramos o vosso auxílio. Socorrei a mim e aqueles pelos quais eu rezo... (coloque a sua intenção, faça seu pedido). Mãe querida, Senhora dos Aflitos, acolhei benigna essas nossas súplicas e dignai-vos atendê-las estendei sobre nós a vossa intercessão, voltai para nós vossos olhos misericordiosos. Ave Maria, cheia de graça...
Coração de Jesus crucificado, fonte de amor e de perdão, tende piedade de nós! Ó virgem, mãe dos aflitos, estendei vosso manto protetor sobre mim e minha família, ó virgem gloriosa e bendita. Amém.”

Nossa Senhora dos Trinta e três

Origem
O nome “Nossa Senhora dos Trinta e Três” parece realmente estranho para quem não conhece suas origens. Pensa-se, a princípio, que, talvez, tenha alguma relação com a idade de Cristo, mas não tem. A origem do nome e da devoção a Nossa Senhora dos Trinta e Três está ligada, na verdade, à história fantástica de libertação do povo uruguaio.
33 soldados corajosos
O Uruguai estava em guerra pela sua libertação. E aconteceu que em maio de 1823, antes da última batalha, que seria decisiva para a conquista da liberdade e criação de um novo país, 33 soldados comandados pelo general Juan Lavalleja, provenientes do Brasil, postaram-se em frente ao altar da Virgem de Luján deI Pintado, que fica na cidade uruguaia de Florida, e renovaram um juramento extremo, que acabou denominado de "Liberdade ou Morte".
Conquistando a liberdade
Após o juramento diante da Virgem, os soldados entraram na batalha final cheios de força renovada. Eles conquistaram as cidades de Colônia, Soriano, Guadalupe, San José e Florida. Após a conquista, instalaram um governo provisório em Flórida, já sabendo que uma nova nação estava sendo fundada. Para selar a vitória e a fundação do novo país, os soldados e todo o povo foram à igreja pedir o auxílio divino, como também o auxílio da Virgem Maria. Ali rezaram e consagraram o Uruguai à Virgem Maria.
Constituição
Em 25 de agosto de 1825, em Florida, foi reunida a Assembleia Nacional Constituinte da República do Uruguai. Nesta ocasião, declararam oficialmente a Independência do Uruguai. Depois de terminada a redação e lida a ata perante todo o povo, todos, governantes leitos, militares e civis foram até à igreja e se puseram ajoelhados diante da imagem pequenina de Nossa Senhora, colocando o Uruguai debaixo da proteção materna da Virgem Maria. Depois disso, todos, de dentro da igreja e de fora na praça, que estava lotada, cantaram o Te Deum, que é um hino de ação de graças e louvor a Deus. Em seguida, o pároco abençoou o povo e os seus heróis.
Nossa Senhora dos Trinta e Três
A partir desse momento glorioso para a nação uruguaia, o povo passou a chamar a imagem milagrosa da Virgem Maria de “Nossa Senhora dos Trinta e Três”, em homenagem aos 33 soldados que lutaram sob a proteção da Mãe de Deus. Em 1857, o general Manuel Oribe,  segundo chefe dos 33 soldados ofereceu uma coroa preciosa à Virgem dos Trinta e Três, como forma de agradecimento pela vitória. Esta coroa é conservada até hoje no tesouro da catedral de Flórida.
A imagem de Nossa Senhora dos Trinta e Três
A imagem de Nossa Senhora dos Trinta e Três tem apenas 36 centímetros de altura e é inspira uma estátua mariana chamada “Assunção de Murillo”. Ela foi esculpida por um índio da região. Após esculpi-la, o índio expôs a imagem para a veneração do povo numa capela que ficava na Serra do Pintado, perto de uma aldeia dirigida pelos jesuítas.  Mais tarde, a imagem foi trasladada solenemente para a catedral de Flórida. Aos pés da imagem há uma inscrição que diz: "Diante desta imagem de Nossa Senhora de Luján del Pintado, os trinta e três inclinaram sua bandeira tricolor; a Ela também invocaram os Convencionais da Independência. Nossa Senhora dos Trinta e Três relembra os 33 homens que, sob a proteção de Nossa Senhora,
empreenderam a independência do país em 1825”.
Padroeira do Uruguai
Em 1961 a Conferência Episcopal do Uruguai pediu ao Papa João XXIII que proclamasse Nossa Senhora dos Trinta e Três como Padroeira do Uruguai. O Papa atendeu ao pedido dos bispos uruguaios.


domingo, 7 de abril de 2013

Virgem da Revelação




Virgem da Revelação – Très Fontane – Roma


Bruno Cornachiola nasceu em 1913. Tinha mais cinco irmãos e vivia numa família com problemas de relacionamento. Com 14 anos, saiu de casa e viveu como andarilho pelas ruas de Roma. Casou-se com 23 anos. Foi a Espanha, como voluntário, para lutar a favor dos comunistas na guerra civil. Lá fez amizade com um fanático protestante alemão e com ele decidiu lutar contra o catolicismo. Em 1939, retornou à Itália odiando a Igreja Católica e nutrindo o proposito de matar o Papa. Fez de tudo para afastar a esposa do catolicismo; queimou as imagens dos santos e um crucifixo que a esposa tinha em casa. Depois, a esposa, para evitar brigas, deixou de frequentar a Igreja Católica.


No dia 12 de abril de 1947, Bruno e os três filhos foram passear no parque das Trè Fontane, onde, segundo a tradição, São Paulo foi decapitado. Enquanto os filhos brincavam, Bruno escrevia alguns tópicos para a conferencia que faria, para demonstrar que Nossa Senhora não era virgem, nem imaculada, nem levada ao céu. De repente, o filho menor Gianfranco, em busca da bola, desaparece. O pai é avisado. Todos procuram. Os dois irmãos entram na gruta e veem o irmãozinho ajoelhado e dizendo: “Bela Senhora!” Ao se aproximarem, caem também de joelhos e repetem: “Bela Senhora!” Bruno continua chamando os filhos e estes não respondem. Vê-os ajoelhados. Entra na gruta, passa diante dos filhos e exclama: “Deus, salva-nos!” Ao dizer isto, sente duas mãos que lhe tocam os olhos e ele os fechas. Quando os abre vê a “Bela Senhora”. Nesta hora uma grande alegria lhe invade o coração. Nossa Senhora trazia na mão direita uma Bíblia, com isto Ela lhe dá a entender que a Virgindade, Imaculada e Assunção aos céus têm base na Bíblia e que a Revelação está escrita nela. Bruno ouve: “Eu sou a Virgem da Revelação”. Tu me perseguiste. Agora basta! Entra na Santa Grei. O Deus prometido é e fica imutável. As nove sextas-feiras ao Sagrado Coração que fizeste, forçado pelo amor de tua fiel esposa, antes que tu tomasses definitivamente a estrada do erro, te salvaram!”


Nossa Senhora pede a Bruno que procure um sacerdote indicado por Ela e dá-lhe uma mensagem que deveria ser levado ao Santo Padre.


Ao retornarem para casa, as crianças contaram à mãe o que havia acontecido.


Bruno mudou de vida daquele dia em diante. Encontrou depois de muito tempo, o sacerdote indicado por Nossa Senhora, o qual o instruiu sobre as verdades da fé católica.


Em 09 de dezembro de 1949, Bruno se encontrou com Pio XII e a ele comunicou a mensagem da Virgem. O papa Pio XII já sabia, através da vidente Luigina Sinapi (1916 – 1978), que em 1937 houve uma aparição de Nossa Senhora na mesma gruta. Nesta ocasião Ela lhe disse: “Eu retornarei a esse mesmo lugar para converter um homem que lutará contra a Igreja de Cristo e desejará assassinar o Santo Padre. Vai agora à Basílica de S. Pedro e lá encontrarás uma religiosa que te fará conhecer o seu irmão, que é um cardeal. A ele deves levar a mensagem. Deverás dizer ao cardeal que logo mais ele será o novo papa”.


A vidente foi a Basílica e encontrou a marquesa Pacelli, irmã do cardeal Eugenio Pacelli, a qual a levou ao irmão. “O cardeal depois de ouvi-la, disse: Se são flores, florirão”.


Assim se entende porque em 1947, o papa logo acreditou nas aparições de “Trè Fontane” e, alguns meses depois em 05 de Outubro, benzeu a estátua da Virgem Maria que seria colocada na Gruta.


O papa encontrou-se várias vezes com a vidente Luigina Sinapi. Também a esta Nossa Senhora deixou mensagens. Disse a ela; “Eu sou a Mãe de Deus e por isso a Mãe de todos os homens e também tua. Sofra e expie por todos os povos. Eu vos levarei a todos, com o meu amor, a Jesus. Para aqueles que tu me confiaste eu digo: Sedes fortes e tomai os sofrimentos com mais amor. Os homens devem compreender que os sofrimentos preparam para as graças…”


Voltando a falar sobre Bruno, este, retornando a “Trè Fontane”, teve outras aparições neste lugar. No dia 5 de maio de 1947 ele estava agradecendo a graça da conversão, quando Nossa Senhora lhe apareceu sorridente, sem falar. Era maneira de mostrar sua alegria pela volta do filho pródigo. Alguns anos depois, Ela apareceu e lhe disse: “Neste lugar quero ter um santuário e ser venerada com os novos títulos: VIRGEM DA REVELAÇÃO E MÃE DA IGREJA. A minha a casa deve estar aberta para todos, a fim de que possam entrar nela, a casa do socorro, e se converterem. Os sedentos e confusos virão aqui para rezar e encontrar o sentido da vida”.


Deus é fiel em suas promessas. Salva Bruno porque fez as primeiras sextas-feiras do mês, em desagravo ao Coração de Jesus. Cristo envia sua Mãe para trazê-lo à verdadeira Igreja, a Católica.


Fonte:


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nossa Senhora da Boa Morte

A devoção à Nossa Senhora da Boa Morte chegou aos cristãos do Ocidente, através da tradição cristã do Oriente, sob o título de "Dormição da Assunta". Talvez, esse seja o culto mariano mais antigo, iniciado logo nos primeiros séculos do cristianismo. A última metade do século V foi marcada pela propagação de uma literatura apócrifa, isto é, escrita na época dos fatos, mas não incluída na Bíblia, sobre a morte e assunção da Virgem; e a construção de uma Basílica para venerar o túmulo da Mãe de Deus, por ordem da imperatriz Eudóxia. Isso acabou provocando a mudança do conteúdo temático do culto de 15 de agosto, para a "Dormição da Assunta", já no início do século VI. Os escritos apócrifos revelavam que, a Virgem Maria teria entrado em "Dormição", isto é, entrado no sono da morte rodeada pelos apóstolos. O seu corpo imaculado foi levado por eles a um sepulcro novo no Getsêmani. Três dias depois, eles voltaram ao local e o encontraram vazio e com odor de flores. A Mãe fôra "Assunta", isto é, subira ao céu em corpo e alma. No século VII, o imperador Maurício prescreveu que essa festa mariana fosse celebrada em todos os seus domínios, como uma das mais importantes. E finalmente, o Papa Sérgio I a introduziu na liturgia de Roma. Desse modo, o culto "Dormição da Assunta" ou "Dormição da Mãe de Deus" alcançou toda a Igreja, do Oriente e do Ocidente. A Igreja do Oriente, se dedicou ao culto da devoção da Mãe de Deus, até por ser a mais primitiva. Muitas igrejas cobertas de ícones sagrados foram erguidas em todos as regiões, nesse período bizantino. Os lugares sagrados, marcados pelos acontecimentos da Revelação do Mistério de Deus, foram guardados dentro de magníficos templos cobertos de ícones. Os ícones não foram feitos para adornar o templo, são pinturas que representam os símbolos sagrados da Igreja e descrevem o Evangelho. Assim, uma grande profusão de ícones invadiu a Igreja do Ocidente, especialmente os da Mãe de Deus. A Virgem Santíssima, além de ser invocada e representada em "Dormição", foi chamada de "Assunta", como seu filho foi elevada ao céu, pelo mérito de Cristo, obtendo a Redenção corpórea.

domingo, 7 de agosto de 2011

Nossa Senhora do Café


A invocação a Nossa Senhora do Café começou há sete anos, na cidade de Espírito Santo do Pinhal, no Estado de São Paulo, em decorrência das dificuldades por que passa o setor cafeeiro na região.  Ela não apareceu a ninguém. Veio do Rio de Janeiro, desenhada numa folha de papel, via correio. É uma história muito curiosa, cujo começo está em Nossa Senhora Aparecida, chamada “minha” Nossa Senhora do Café, em artigo publicado nos Anais Franciscanos, no ano de 1964. O titulo do artigo foi: “Minha Nossa Senhora do Café".
Este tema de Nossa Senhora do Café voltou a aparecer em público porque a Cooperativa dos Cafeicultores de Espírito Santo do Pinhal tem um jornal, e seu redator pediu-me um artigo sobre qualquer assunto. Tive então a inspirada ideia de escrever um artigo com o mesmo título daquele que escrevera em 1964: “minha” Nossa Senhora do Café.
O professor Albertino Fonseca, certamente inspirado pelo Espírito Santo (padroeiro de nossa cidade), idealizou e desenhou o “design” da imagem, em bico de pena, uma Nossa Senhora, colocando-lhe a inscrição: Nossa Senhora do Café do Brasil. Tendo-a remetido a Pinhal, ficamos todos surpresos e felizes, porque nunca tínhamos pensado nem ouvido falar em "Nossa Senhora do Café".
Tiramos cópias do desenho, registramos a data da chegada: 8 de setembro de 2001 e as Boas vindas foram dadas pelos representantes do comércio local, pela Câmara Municipal, por monsenhor Augusto Ferreira e pela Coopinhal, a Cooperativa de Café. Em assembleia realizada É com a presença do monsenhor Augusto e cooperados, escolhemos o dia 9 de agosto para celebrar Nossa Senhora do Café, data da fundação da Cooperativa que, no ano seguinte, construiu-lhe uma capela, cuja planta, do arquiteto pinhalense Alexandre Vitta, é uma réplica de um armazém de café do século 18, expandindo-se a nova invocação mariana.
A pequena imagem de Nossa Senhora do Café, feita por um escultor de Pedreira (SP), Pedro Carlos de Oliveira, substituiu a anterior, que não dava reprodução. E quando ficamos sabendo da Expo Católica 2004, em São Paulo, vimos a ótima oportunidade de divulgação dessa nova devoção à Mãe do Filho de Deus.
As pessoas acharam-na linda! Morena, de manto na cor do café torrado, túnica e véu da cor, do café cru, bem brasileira, uma vez que, na Colômbia, a "Virgem del Café" traz as características da arte colombiana
(Publicado originalmente na Revista Vicentina Adoremos). 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nossa Senhora da Caridade do Cobre

Nossa Senhora da Caridade do Cobre


Festa: 08 de setembro

 Em Cuba, certa manhã de 1607 ou 1608, dois irmãos indígenas, João e Rodrigo de Joyos, e o crioulo João Moreno, de mais ou menos uns 10 anos, foram enviados pelo administrador das estâncias de Varajagua às costas de Nipe, para de lá trazerem certa quantidade de sal. Chegando lá encontraram um mar agitadíssimo por causa de um forte vento que soprava e da chuva que caía. Perceberam então que era impossível executar a tarefa a qual foram encarregados. Refugiaram-se em uma choça e lá permaneceram durante três dias, até que a tempestade cessou e puderam embarcar em uma canoa para dirigir-se às salinas da costa.

Pelas 5 horas da manhã, perceberam um vulto, que flutuava na direção deles. Pensaram, em princípio, se tratar de uma ave aquática, mas, ao se aproximarem do vulto, notaram que era uma imagem de Nossa Senhora, que vinha sobre uma tábua, na qual se lia a seguinte inscrição: “Eu sou a Virgem da Caridade”. A imagem tinha o rosto redondo, de cor clara, e sustentava no braço esquerdo o menino, que levava em uma das mãos a esfera, símbolo do mundo, tendo a outra levantada em atitude de dar a bênção. Ela inspirava respeito e veneração.

Os meninos então recolheram a imagem, e perceberam que nem a orla do vestido de Nossa Senhora havia se molhado. Recolheram também, com muita pressa, a quantidade de sal que deveriam levar, e conduziram com muito cuidado a imagem para a estância de Varajagua.

Os trabalhadores da estância, sabendo da imagem, preparam um modesto altar e receberam Nossa Senhora com alegria e devoção. Quando o acontecimento chegou ao conhecimento do administrador da estância, ele ordenou que se construísse uma ermida, com uma luz que ardesse constantemente diante da imagem. Enviou também uma comissão de homens competentes para que se informasse sobre o aparecimento da imagem, e para depois levá-la em procissão para o povoado de Cobre. Na procissão, com muitos cantos em louvor a Nossa Senhora, a imagem foi reconhecida como a Rainha da Ilha. A imagem de Nossa Senhora da Caridade, então, foi conduzida e colocada no altar-mor da igreja paroquial.

Em 1703, pelo número grande de romeiros que vinham de todas as regiões implorar a bondade de Nossa Senhora da Caridade, foi construído o atual santuário no lugar indicado pela própria Mãe de Deus, num outeiro que dista 430 passos da vila de Cobre. A festa principal do santuário celebra-se em 8 de setembro, anualmente, com grande número de fiéis.

Os pobres e os enfermos vão em busca de alívio, e são inúmeros os prodígios alcançados graças a Nossa Senhora da Caridade.

Oração a Nossa Senhora da Caridade

Santa Maria da Caridade que vieste como mensageira da paz, flutuando sobre o mar. A Ti acudimos, Santa Mãe de Deus, para honrar-Te com nosso amor filial. Em Teu coração de Mãe colocamos nossos anseios e esperanças, nossas alegrias e súplicas.

Por nossa pátria, para que juntos, todos construamos a paz e a concórdia; pelas famílias, para que vivam a fidelidade e o amor; pelas crianças, para que cresçam sadios física e espiritualmente; pelos jovens, para que reafirmem sua fé e sua responsabilidade na vida e em tudo o que lhe dá sentido; pelos doentes e marginalizados, pelos que sofrem a solidão, pelos que estão distantes de suas pátrias e por todos que trazem o sofrimento em seus corações.

Pela Igreja e sua missão evangelizadora; pelos sacerdotes e diáconos, religiosos e leigos.

Pela vitória da justiça e do amor em nosso povo.

Mãe da Caridade sob seu amparo nos colocamos! Bendita és Tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do Teu ventre!

A Deus a Glória e o Poder, pelos séculos dos séculos. Amém!